segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pacientes com HIV podem ter sido curados após transplante de medula

Saúde. Os dois homens tinham câncer e, além dos antirretrovirais, tomaram medicamentos quimioterápicos; os casos foram apresentados na Conferência Internacional sobre a Aids, em Washington, e levantam a discussão em torno da busca da cura da doença 

 

FERNANDA BASSETTE - O Estado de S.Paulo
Dois homens parecem ter sido curados do HIV depois de serem submetidos a um transplante de medula óssea para tratamento de um câncer. Os casos foram apresentados na Conferência Internacional sobre a Aids, em Washington, e levantaram a discussão em torno da busca da cura da doença.
Os dois homens foram acompanhados pelo médico Daniel Kuritzkes, do Hospital de Mulheres de Brigham, em Boston. Um deles foi monitorado por quase dois anos após seu transplante, enquanto o outro foi testado durante três anos e meio. Segundo o estudo, não há mais rastro do vírus em nenhum dos casos.
Os dois pacientes tinham se submetido ao tratamento antirretroviral. A carga viral estava indetectável, mas o vírus ainda estava latente antes do transplante. Eles receberam uma forma mais leve de quimioterapia antes do transplante, e continuaram tomando seus remédios para HIV durante todo o processo.
O ineditismo desses casos é que os dois pacientes receberam células de doadores comuns, o que os torna diferentes do famoso caso do "paciente de Berlim" - o americano que se diz curado do HIV também depois de receber um transplante de medula. Ele recebeu as células de um doador raro que possuía uma resistência natural ao HIV (sem o receptor CCR5 que faz o vírus entrar na célula).
Os médicos detectaram o HIV imediatamente após o transplante nos dois pacientes, mas, com o tempo, as células transplantadas dos doadores substituíram os linfócitos dos pacientes e a quantidade de HIV no DNA diminuiu até ficar indetectável.
Apesar do conquistado, o autor do estudo não fala em cura da aids. Os pacientes continuaram tomando os antirretrovirais, que serão retirados aos poucos.
Cautela. Ésper Kallas, coordenador do Departamento de Retroviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da USP, diz que essa discussão tem "importância incalculável", mas que muitas perguntas precisam ser respondidas.
Ele ressalta que até hoje os pacientes com HIV que fizeram transplantes de medula tinham também câncer. "Ninguém fez o transplante em um paciente com HIV e sem câncer porque ninguém quer assumir esse risco", diz o professor.
Kallas diz que os pesquisadores precisam responder por que o transplante deu certo: será que foi a quimioterapia que desligou o sistema imune? Será que foi o quimioterápico? Ou as células dos doadores? "A partir do momento em que o mecanismo é identificado, você evita procedimentos desnecessários", avalia.
Outra ponderação de Kallas é que o paciente com HIV pode achar que vai fazer o transplante e se ver livre dos remédios. "O transplantado também toma muitos remédios e faz acompanhamento constante. Me pergunto se não é trocar seis por meia dúzia."
O hematologista Vanderson Rocha, do Sírio-Libanês, também vê os resultados com cautela. Segundo ele, entre 1983 e 2010, ao menos 60 pacientes com HIV e câncer foram transplantados - muitos morreram na época que não existia terapia com antirretrovirais.
"Hoje em dia, com os antirretrovirais, os pacientes vão para o transplante com a carga viral muito baixa, o que torna os resultados muito bons e muito próximos aos dos outros pacientes", diz Rocha, que afirma que ainda é muito cedo para falar em cura.
"O transplante mata o reservatório de células de HIV no sangue e substitui por células saudáveis do doador, mas ainda não sabemos se o HIV tem reservatórios em outras regiões do corpo, como em células do cérebro, por exemplo. A doença pode voltar."
Outro fator que limita falar em cura, diz Rocha, é que os transplantados continuam tomando os antirretrovirais. "Como atribuir a cura ao transplante se os pacientes ainda tomam os antirretrovirais? O transplante tem risco, tem efeitos colaterais. Ainda é preciso ter cautela."
A pesquisadora Valdilea Veloso, do Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz, diz que esse é o caminho para a busca da cura. "É muito experimental, mas são os primeiros passos. A tendência é estudar combinações imunológicas com antirretrovirais." /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Propaganda de camisinha que causou polêmica no Facebook foi retirada do ar, informa UOL


APOIO








31/07/2012 - 14h10

Uma propaganda de camisinha da marca 
Prudence causou polêmica no Facebook
 por incentivar a violência contra a mulher.
 Após protesto de usuários e de diversos
 grupos feministas, a marca retirou a 
propaganda do ar, como informa o site de 
notícias UOL. A propaganda pode ser
 conferida. 

Confira a matéria na íntegra:


Uma peça publicitária da marca de preservativos Prudence causou enorme polêmica no 
Facebook e foi excluída após permanecer cerca de três semanas no ar. Em formato de
 tabela calórica, o viral intitulado "Dieta do Sexo" dizia que tirar a roupa de uma mulher
 queima 10 calorias, enquanto fazer o mesmo sem o consentimento da parceira consome
 190 calorias.
A maior parte dos mais de 1.000 internautas que postaram comentários na página da 
Prudence do Facebook interpretaram o viral como um incentivo à violência sexual contra
 a mulher. Até a manhã da segunda-feira (30), a peça publicitária já havia sido 
compartilhada por mais de 2.500 pessoas. 

Após toda a polêmica, a DKT Internacional, detentora da marca Prudence, retirou a
 peça publicitária da página no Facebook e pediu desculpas aos consumidores.
 Apesar disso, o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (Conar) informou ao 
UOL que já abriu um processo ético contra propaganda.

“Nunca mais compro, nunca mais uso”, comentava uma das internautas enquanto a 
peça estava no ar. “Me sinto enojado, mais que isso, enquanto homem que tem mãe,
 irmã e queridas amigas e que sonha com uma sociedade mais igualitária”, dizia outra
 pessoa. “Propaganda ridícula. Boicote a marca já. Sexo sem consentimento é estupro”
 era outro comentário encontrado na página.
Para a minoria das pessoas que postaram opiniões, tudo não passava de “brincadeira”.
 “Estuprador não usa camisinha”, afirmava um internauta. Para outro, não se tratava de 
apologia, nem de brincadeira; apenas publicidade: "Técnica manjada de criar polêmica
 para vender mais. E pior que dá certo".
"Retrocesso"
Para a superintendente de Direitos das Mulheres da Secretaria de Estado de Assistência
 Social e Direitos Humanos (RJ), Ângela Fontes, a peça publicitária incentiva a violência 
sexual contra a mulher. Para Fontes, a peça publicitária da Prudence é um “retrocesso’.
"Certamente há um incentivo explícito para o uso da violência contra a mulher no 
momento da relação sexual. A peça publicitária é um retrocesso no que diz 
respeito ao comportamento dos homens em suas relações afetivas. Relação 
sexual sem o 
consentimento da mulher é estupro. A associação de atos violentos ao suposto 
"benefício para a saúde masculina" nos causa indignação. Desta forma, a
 Superintendência dos Direitos das Mulheres se manifesta veementemente contra a 
indução de todas as formas de violência, e neste caso, em especial, a violência sexual 
contra as mulheres", disse Ângel a Fontes, também presidenta do Conselho Estadual de 
Direitos da Mulher (CEDIM).
Coordenadora da ONG Cepia, que atua em defesa dos direitos humanos da mulher, a
 advogada Leila Linhares achou a peça “lamentável”.  “Isso [a propaganda] é uma
 indução para que haja uma violência sexual. É a mulher perdendo a autonomia se quer 
decidir sobre o ato sexual e o incentivo à pratica de violência sexual. Uma fábrica de
 preservativos deveria fazer propaganda mais instrutiva”, declarou.
A advogada declarou ainda que espera atitude contra a peça publicitária. “É lamentável 
que no momento em que as mulheres estão galgando sua cidadania, sendo reconhecidas
 pela capacidade profissional, seja veiculada uma propaganda como essa”, concluiu.
“Mau gosto”
Com atuação em casos de violência contra a mulher, o promotor de Justiça Sauvei Lai 
acredita que os criadores da campanha da Prudence não agiram com a intenção de fazer
 apologia ao estupro, mas acabaram criando uma peça publicitária de mau gosto. 
 “Esses publicitários menosprezaram um fato gravíssimo na sociedade brasileira 
que é a violência
 sexual contra a mulher, que muitas vezes acontece dentro da própria casa
 cometido por
 maridos, tios, padrastos. Não dá para dizer que é um crime de apologia 
porque não foi
 essa a intenção
 dos criadores da propaganda, mas foi sem dúvida uma brincadeira de
 muito mau gosto”,
 declarou.
Outro lado
Procurada pela reportagem do UOL, a DKT Internacional, detentora da marca Prudence,
 informou que o conteúdo da peça divulgada não é de autoria da empresa e vem sendo 
publicado de forma viral desde 2007. Segundo a nota, a companhia apenas utilizou o
 material propagado e desenvolveu a arte, veiculando-a no Facebook.
"Apesar de não ser a criadora do texto, a DKT afirma não se isentar da responsabilidade
 de avaliar os conteúdos publicados em sua página na rede social, e por isso lamenta a 
não percepção de possíveis ofensas originadas pelo material", diz a empresa.
Ainda de acordo com a nota, a intenção da peça era remeter a uma “brincadeira entre 
casais”, retratando uma “insistência inofensiva do parceiro” sem qualquer alusão a 
qualquer forma de violência. A DKT disse não ter percebido, “lamentavelmente”, a 
dupla interpretação que o anúncio poderia conter.

sábado, 21 de julho de 2012

MENSAGEM: DIGA NÃO A DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO

O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico. Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da Aids no País.
O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à Aids. O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Precisamos intensificar formas de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores, multiplicar metodologias e informes de prevenção a fim de modificar atitudes e hábitos diários de nossas vidas.
O que é Aids
Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunísticas e câncer.
Transmissão:
- o vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno;
- relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de hepatite;
- compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis;
- transfusão de sangue contaminado;
- instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;
- da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.
Tratamento:
Atualmente a terapia com os chamados “anti-retrovirais” proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunistas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. (Os anti-retrovirais são medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV).
A saber:
- A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.
- Atualmente os números continuam dirigindo a epidemia de Aids para as populações menos favorecidas (pauperização), as mais vulneráveis (HSH, trabalhadores do sexo, usuários de drogas injetáveis), o sexo feminino (feminilização) e para a adolescência (juvenilização). Pobreza, falha/falta de assistência médica (na prevenção e no diagnóstico) e a falta de medicação para quem tem indicação explicam o momento atual do maior problema de saúde pública na população de países em desenvolvimento.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A CASA DE APOIO NECESSITA DE DOAÇÕES

A CASA DE APOIO SÃO CAMILO NECESSITA DE DOAÇÕES:

QUEM TIVER ROUPAS MASCULINAS, FEMININAS, INFANTIL, AGASALHO, ROUPA DE CAMA, CALÇADOS PARA DOAR. POR FAVOR ENTREGAR NA CASA DE APOIO.

RUA: BORORÓS, 577 CENTRO TUPÃ -SP
PRÓXIMO A ESCOLA INDIA VANUIRE.

OBRIGADA A TODOS OS NOSSOS BENFEITORES, VOLUNTÁRIOS, QUE DEUS OS RECOMPENSE POR TUDO.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

RELATÓRIO DE ATIVIDADES MÊS DE JUNHO/ 2012


RELATÓRIO MENSAL DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

                                                        MÊS:JUNHO/2012.
I.                IDENTIFICAÇÃO
     
     ENTIDADE: Associação São Camilo de Tupã – ASCAT
     ENDEREÇO: Rua Bororós, 577 centro Tupã-SP
     CEP: 17600-020                   Telefone: (14) 3404 9930 cel.: (14) 9798 4709

     Nome do Projeto: “ACOLHER PARA GERAR VIDA E DIGNIDADE!”
    Capacidade de Atendimento: 25
     N°. de atendidos no mês: 11
     Faixa etária: 20 A 60 ANOS
     Nº. de incluídos no Mês: 000
     N°. de desligados no mês: 000
     N°. de matriculas no mês: 000
     Obs.: Neste mês estamos com 01(um) acolhido aguardando o amparo social; 01 (um) acolhido por 03(três) dias, 01 acolhido por 01(um) dia.
    
ATIVIDADES/ AÇÕES DESENVOLVIDAS:
1.  ALIMENTAÇÃO:
Café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar diariamente, inclusive nos fins de semana e feriado.
2.  HIGIENE PESSOAL:
Proporcionamos banho diário 01-02 por paciente conforme a necessidade;
Escovação bucal diária após as refeições;
Proporcionamos lavagem de roupa a todos os atendidos.
Fornecemos sabonete, toalha de banho, creme dental, escova de dente, aparelho de barbear para os homens individualmente e descartável, para as mulheres aparelho de gilete para depilação individual e descartável.
3.  ATIVIDADES SOCIAIS:
Orações, TV e leitura diversa

4.  SAÚDE:
TEMOS Parceria com o Ambulatório de DST/AIDS
5.  Visitas domiciliares aos pacientes:
Este mês fizemos uma visita a um paciente de Tupã-SP.

II.            ANALISE DOS RESULTADOS:
·      Avanços:
MELHORIA NA QUALIDADE DE ATENDIMENTO.

·        Dificuldades:
FREQUENCIA IRREGULAR
·      Formas de superação:
                       ATRAVÉS DA ACOLHIDA E ATENDIMENTO DE QUALIDADE AOS QUE FREQÜENTAM. PERCEVERANÇA NO TRABALHO MESMO COM BAIXA FREQÜÊNCIA E VISITA DOMICILIAR.

terça-feira, 3 de julho de 2012

ALERTA PARA TUPÃ

A Influenza A H1N1 (comumente conhecida como Gripe Suína) é uma gripe pandêmica que atualmente está acometendo a população de inúmeros países. A doença é causada pelo vírus influenza A H1N1, o qual representa o rearranjo quádruplo de cepas de influenza (02 suínas, 01 aviária e 01 humana).[2][3]
A gripe foi inicialmente detectada no México no final de março de 2009 e desde então se alastrou por diversos países.[4] Desde junho de 2009 a OMS elevou o nível de alerta de pandemia para fase 06, indicando ampla transmissão em pelo menos 02 continentes.[5]
Os sinais e sintomas da gripe suína são semelhantes aos da gripe comum, tais como febre, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dor na garganta e fraqueza. Entretanto, diferentemente da gripe comum, ela costuma apresentar complicações em pessoas jovens.
EM TUPÃ NESTE ULTIMO FIM DE SEMANA TIVEMOS UMA MORTE COM SUSPEITA DE GRIPE SUINA.

PROMOÇÃO EM PROL DA CASA DE APOIO

A CASA DE APOIO SÃO CAMILO NESTE MÊS DE JULHO ESTARÁ PROMOVENDO 
BAZAR DA PECHINCHA
2º. SÁBADO DIA 14 DE JULHO DE 2012
HORÁRIO: 8:30 AS 13:00
LOCAL: CAPELA SANTA RITA DE CASSIA TUPÃ-SP